Não vá à Bienal do Livro 2012

nao-va-a-bienal-do-livro-2012_Alguns perceberam que não publiquei nenhuma informação sobre a Bienal do Livro 2012, não é verdade? Mas tenho um bom motivo pra isso. Primeiro, claro, é a grande quantidade de informações que temos sobre esse grande evento. Segundo, competir com grandes canais é praticamente impossível. Assim, tentando evitar falar o mais do mesmo, resolvi ir até a bienal e depois falar sobre o que achei da feira. (Para os que não conhecem a história da Bienal, sugiro que leiam a breve história postada no próprio site da feira: História da Bienal do Livro. Porém, se vc não estiver com aquela vontade, farei um breve relato).

A Bienal do Livro foi uma tentativa de introduzir no país a tradição europeia das feiras de livros encontradas na França, na Alemanha e na Itália, cujo objetivo é incentivar o gosto pelos livros e pela leitura.

Mesmo sabendo que segunda é o dia preferido para as excursões escolares, optei pelo dia 13 pois seria o único dia livre da semana. Assim, motivado e muito animado com as novidades, chamei uma amiga e fomos até o Pavilhão de Exposições do Anhembi.

À primeira vista, nada havia mudado; o espaço era o mesmo e o esquema de entrada também, ou seja, nada de filas para entrar ou para comprar os ingressos. Porém, nos primeiros passos vi que algo permanecia o mesmo desde a última Bienal, algo que realmente havia me incomodado: a organização e disposição dos estandes. Tudo bem, concordo que o objetivo é conhecer a feira, mas saber onde estão os lugares é fundamental!

Desde a última edição, em 2010, meu desejo era que o interesse em novas tecnologias, como livros digitais e os dispositivos móveis, fosse o grande diferencial, principalmente para cumprir o objetivo de incentivar o gosto pelos livros e pela leitura, porém, tanto naquela época quanto agora, esse descaso permaneceu.

Eu gosto de usar tudo o que esta a meu alcance para ter uma melhor experiência, seja um celular, um livro, um mapa, luzes, cartazes, placas de ruas… enfim, gosto de ter tudo à mão. E isso foi impossível na Bienal. Eles até tentaram melhorar a experiência com um aplicativo para o iPhone e Android, mas após usá-lo duas vezes e perder mais de 10 minutos até achar alguma coisa, desisti. O mapa era confuso, não apresentava informações sobre onde você estava e, por incrível que pareça, nem cores foram utilizadas para melhorar a experiência, sem contar que o nome das ruas não era mostrado, ou seja, impraticável. Uma aberração, se querem a verdade. Enfim, depois da frustração, resolvi guardar o celular no bolso e tentar aproveitar os livros. Afinal, esse era o objetivo principal da viagem, mas essa foi outra decepção…

Não sei quantos de vocês sabem, mas a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são proibidos de instituir impostos sobre livros e o papel destinado a sua impressão. Ou seja, deveriam ser baratos por natureza, cujo objetivo é o incentivo à cultura e à liberdade de informação. Somado a esse “pequeno” detalhe, visto ser uma feira que surgiu nas ruas da cidade de São Paulo, a Bienal deveria ser um grande centro de divulgação e, como dizem em seu discurso, incentivar o gosto pelos livros e pela leitura. No entanto, basta você fazer um simples cálculo e verá que isso não é verdade.

Para o meu completo espanto, a grande maioria dos livros estavam mais caros do que em lojas virtuais, que têm que pagar um armazém, taxa de entrega e papeis de embrulho. Abaixo farei uma tabela dos livros que comprei e os preços pagos, depois farei a mesma conta como se fosse comprá-los pelo Submarino, por exemplo.

Na Bienal:

  • Ingresso: R$ 12,00;
  • Estacionamento: R$ 30,00;
  • Alimentação: R$ 20,00;
  • Jogos Vorazes, vol. 2 (Em Chamas): R$ 32,00;
  • Jogos Vorazes, vol. 3 (A Esperança): R$ 32,00;
  • Cinquenta Tons de Cinza, vol. 1: R$ 33,00;
  • O Casamento, de Nicholas Sparks: R$ 19,90;
  • O Melhor de Mim, de Nicholas Sparks: R$ 19,90;
  • Encantadores de vida: R$ 23,00.

TOTAL: R$ 221,80

No Submarino:

TOTAL: R$ 148,00

Ou seja, aquilo que deveria ser um incentivo acaba sendo um assalto a mão armada. E, se você tiver sorte, é capaz de conseguir um belo desconto caso resolva comprar todos esses livros pelo site do submarino, fazendo somente uma compra ao invés de cinco compras como foi o caso na Bienal.

A meu ver, ir à Bienal só se for valer MUITO a pena, e não digo pelos livros, mas pelas palestras e passeio, caso contrário, evite transtorno. Compre os livros pelo site, aproveite e dê de presente para alguém que você gosta e convide-a(o) para um passei no parque e leiam sob uma árvore.

Espero que daqui a dois anos as coisas mudem, caso contrário, nem cogitarei a hipótese de ir à Bienal.


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