[Resenha] A Rosa do Inverno – Patricia Cabot

A rosa do inverno - resenha“A Rosa do Inverno” é um romance histórico que conta a história de Edward Rawlins, um típico nobre inglês, e Pagen MacDougal, uma moça jovem e atraente de família humilde.

Escrito por Meggin Patrícia Cabot – mais conhecida como Meg Cabot, Patrícia Cabot ou pelo seu Pseudônimo Jenny Carroll – é mundialmente famosa por ser autora de mais de 60 livros, dentre os quais o seu maior bestseller é a série de volumes O Diário da Princesa.

Publicado em 2008 pela Planeta do Brasil, o livro utilizado na resenha é a 1ª edição com 416 páginas.

A resenha será dividida entre Resumo da Obra, Resenha e Recomendação.

 

Resumo da Obra

Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?

A Rosa do Inverno é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos.

Resenha

A Rosa do Inverno conta a história de Edward Rawlins e Pagen MacDougal.

A história se passa no condado de Yorkshire, Inglaterra, em 1860. Em uma sociedade monarquista onde a nobreza tem diversos privilégios e obrigações.

Edward é um típico nobre Inglês. Filho caçula da família Rawlins, nunca teve que se preocupar com os cuidados dos bens da família, pois não era quem herdaria o Ducado. Um homem atraente, com muito dinheiro, cobiçado pelas jovens da sociedade. Aos 30 anos, não tem intenção em se tornar uma pessoa responsável. Com a morte do pai, vê-se em um impasse na vida: assumir o ducado da família ou procurar o verdadeiro herdeiro e se livrar desta responsabilidade. É lógico que opta pelo caminho mais fácil.

“Que diabos, Arabela!Você realmente acha que eu gostaria de ser um duque? Preocupar-me com questões da propriedade o dia todo? Ser sempre perseguido por homens como Herbert, que adorariam ocupar todo o meu tempo com contabilidade? Ter que negociar com os arrendatários, providenciar que o sapé dos tetos de suas casas seja trocado todos os anos, eu seus filhos recebam educação e que suas esposas estejam satisfeitas?”

“Esse tipo de vida fez do meu pai um velho, matou-o antes do tempo. Não vou permitir que isso aconteça comigo.”

Edward sai em busca do sobrinho, verdadeiro herdeiro do título. Quando chega a Applesby, esperando encontrar seu sobrinho com uma tia, que segundo sua imaginação era uma solteirona liberal.

“Vou partir hoje e aposto que conseguirei os dois – o menino e a tia solteira- abrigados em segurança aqui em Rawlings dentro de uma quinzena”.

Depara-se com Pagen, nada parecida com as qualidades definidas.

“Movendo-se rapidamente até seu lado, pronto para pega-la nos braços caso ela caísse, Edward Praguejou em voz baixa, desejando ter matado Hebert quando tivesse chance. De todas as idiotices, a maior tinha sido deixá-lo pensar que a tia do menino era uma velha solteirona ressecada quando, na realidade, era a mulher mais bonita que Edward já tinha visto em, digamos, muito tempo.”

Pagen MacDougal era uma moça de 21 anos, esbelta e muito bonita. Filha de um vigário  teve que criar o sobrinho praticamente sozinha. Uma liberal, algo inaceitável para uma jovem da época, odiava os nobres e os homens, mas quando se depara com Edward sente por ele algo que não consegue explicar.

“Era o homem mais bonito que ela já vira. Como poderia não ficar ruborizada.”

“Olhos cinza-claros riam pra ela, emoldurados por ruguinhas na pele levemente bronzeada (…). Contrastando  fortemente com os olhos de cor clara, o cabelo bem preto ondulava ao redor de um rosto cinzelado e nitidamente triste, com sobrancelhas escuras e lábios sensuais(…) Pegeen acreditou, por um momento, que o homem era um pirata saído dos livros(…)”

Apesar de toda a atração, eles demonstram repulsa um pelo outro, o que, na verdade, não passa de medo de apaixonarem-se. Ela aceita ir pra o Solar Rawlins, pois é o melhor a fazer por Jeremy. Com isso ambos irão ver-se com frequência o que aumenta a briga e atração entre eles.

Um pequeno diálogo que demonstra isso.

“(…) Eu desejo você Pegeen e parece que se esquece que estou acostumado a conseguir o que quero.
Então temo que vá ficar decepcionado, disse prontamente Pegeen.
Edward baixou os olhos (…). Não sei o que você quer dizer.
Bem, veja você, também estou acostumada a conseguir o que quero (…) e se nós dois estamos acostumados a conseguir o que  queremos , isso quer dizer que um vai acabar sofrendo uma decepção.
Com toda certeza espero que não, disse Edward (…). Sempre existe uma possibilidade (…) a um acordo que seja agradável  para nós dois.”

O final desta história pode parecer previsível, ele um nobre orgulhoso, que se apaixona pela primeira vez. Ela uma jovem que mesmo não querendo não consegue resistir aos encantos desse homem.  Uma declaração de amor…

“(…) porque, no minuto em que você começou a falar, eu soube que ali estava alguém que não deixaria escapar. Eu não conseguia entender como uma criatura tão agradável poderia abrigar uma mente toa deturpada. Mas mal tínhamos trocado umas três frases quando me dei conta de que corria um grave risco de me apaixonar perdidamente.”

(…)  Pegeen, você é a mulher mais irritante, teimosa, de língua afiada, bela e encantadora que já conheci, e, se você não concordar em se casar comigo, serei infeliz pelo resto dos meus dias.”

Mas Pegeen guarda um segredo que pode abalar esse relacionamento.

“Bem , ela não tinha mentido para Edward, apesar de ter tentado muito, como Deus era testemunha. Com ele, seu pecado não era a mentira,  mas a omissão.(..) Pegeen não podia imaginar que algum homem conseguisse perdoar alguma coisa assim. Nem mesmo um homem como Edward.”

Recomendação

Bom, adoro romances históricos. Sejam eles clássicos ou não. Os sentimentos (amor, ódio rancor, desejo) são intensificados.

Os romances de escritores atuais possuem, em sua maioria, cenas quentes. Os de Patrícia Cabot não fogem a regra. Para mim, cenas detalhadas demais, mas não chegam a ser vulgares, o romance prevalece.

É um bom livro, com bastante ação, intrigas e um romance avassalador entre duas pessoas que não conseguem ficar separadas e ao mesmo tempo não assumem o que sentem. O livro mostra como alta sociedade reagia a alguém inferior e a quebra de barreiras e valores.  Não tem a mesmo a riqueza histórica que um clássico, mas o romance compensa.

Rosa do inverno - capa do livro

Roda do Inverno

 

Título: A Rosa do Inverno
Autor: Patricia Cabot
Ano: 2008
Páginas: 416
Editora: Planeta do Brasil (Essência)
ISBN: 978-85-766-5365-3
Comprar

About Simone Campos

Educadora, viciada em livros, filmes e séries. Uma boa amiga e uma escritora informal.


Fatal error: Uncaught Exception: 12: REST API is deprecated for versions v2.1 and higher (12) thrown in /home/folhe034/public_html/wp-content/plugins/seo-facebook-comments/facebook/base_facebook.php on line 1273