[Dica] 7 Dicas para Publicação Online

Sete dicas para publicação onlineAcredito que muito de vocês já pensaram em compartilhar seus contos, suas histórias e até alguns, ou todos, os capítulos dos seus manuscritos para seus leitores através de um blog ou até mesmo do facebook. No entanto, antes que você continue cometendo esse erro gravíssimo, separe alguns minutos para ler essas dicas e saber o que fazer e não fazer na publicação online.

Lembramos que são dicas e não uma fórmula para ter sucesso.

 

7 Dicas para Publicação Online

 

1. Separe o Joio do Trigo

Há seis anos, quando comecei a publicar contos e o começo de um romance, a ideia não me parecia absurda muito menos prejudicial à carreira de escritor. Eu acreditava que mostrar meu trabalho aos leitores seria uma forma de me promover. Ledo engano…

Mostrar seus trabalhos ao mundo é uma forma de ficar conhecido, mas se destacar e se tornar um sucesso de vendas é outra história. A explicação é bem simples. Quando enviamos algum manuscrito para as editoras, um dos requisitos principais para a publicação é de que o material nunca tenha sido publicado, logo, se ele está disponível em algum blog ou site, o termo “inédito” não lhe servirá mais.

Portanto, se você possui algum site de divulgação de seus textos, saiba separar o que é valioso e do que não é. Publique só aquilo que não é valioso.

2. Faça uma Boa Formatação

Ok. Você possui conteúdo sobrando e tem alguns que você quer publicar e compartilhar para seus amigos. Tudo bem. Você está liberado para fazer isso, porém, saiba como compartilhar.

Digamos que você possui um belíssimo conto e está disposto a compartilhá-lo. Você já o passou para alguns amigos e eles aprovaram, e até te incentivaram para que fosse compartilhado. Daí, você, todo empolgado, cria um blog, e para manter o leitor ambientado, vai lá e coloca uma música de fundo, depois cria imagens bonitas, coloca os textos com fontes coloridas e ainda põe uma borboleta para substituir o ponteiro do mouse, alegando que tudo é essencial para a experiência da leitura. Já digo, não é!

Se você não for um pintor ou um escultor, esqueça essas firulas e vá direto ao ponto. Tudo o que o leitor precisa está contido no texto, portanto, mantenha simples a formatação. Às vezes (quase todas) o menos é mais.

3. Saiba Apresentar seu Produto

Você é escritor, mas trabalha com o quê? Se você nunca foi questionado dessa forma, acredito que você não está levando a sério o seu trabalho.

Escrever é um trabalho. Você pode não ter um emprego que pague suas contas, mas você está trabalhando, aliás, posso até dizer que muito mais do que qualquer outra pessoa. Portanto, encare seus textos como produtos e saiba apresentá-los da forma correta.

Se você possui um blog, utilize as categorias de forma correta, separando os assuntos e temas de seus textos para facilitar a vida do leitor. Lembrando que o site deve ser uma vitrine de seus produtos. Portanto, não deixe de mostrá-los de uma forma que o leitor se sinta inclinado a procurar mais e mais sobre seu trabalho.

4. Saiba se Apresentar

Além dos produtos, quando queremos nos firmar como autores, é essencial criar uma página dedicada somente à vida de escritor.

Quando lemos um livro e gostamos do texto daquele autor, a busca por mais informações sobre a sua vida é inevitável, e hoje, com o fácil acesso a essas informações, criar uma página onde você se “mostra” para o leitor é importantíssimo.

Portanto, não tenha medo de dar a cara a tapa. Faça uma página, pode ser no seu próprio site, explicando um pouco da sua vida, como, por exemplo:

  • como foi o início da carreira;
  • quais as dificuldades que você passou;
  • quantos anos demoraram até publicarem seu livro;
  • quais os conselhos que você dá para os novos escritores.

Esses tópicos sempre atraem os leitores, principalmente por que te coloca numa posição mais humana, fazendo um “link” entre a sua obra e o leitor.

5. Co-compartilhamento do seu Trabalho

Um dos maiores medos de qualquer escritor é ver seus trabalhos publicados em outros sites, principalmente quando eles não são creditados. No entanto, algumas vezes a pessoa teve boas intenções e creditou o autor, mas, por raiva ou medo, sempre buscamos a pior solução. Deixamos um comentário pedindo que o sujeito retire o texto de seu blog.

Muitas vezes essa prática é necessária, principalmente quando vemos que houve plágio, aí não tem desculpa, o texto tem que ser retirado ou a pessoa deve creditar e explicar aos seus leitores que aquele texto, na verdade, não é de sua autoria, mas de outra pessoa. Uma situação complicada, com certeza. Porém, e para aqueles que tiveram boas intenções e acabaram creditando? Será que essa abordagem é a mais viável? Não! Definitivamente.

Depois de já ter passado por algumas situações delicadas, acredito que a melhor solução é a indicação. Se o sujeito já indicou que aquele texto não lhe pertence, que tal dar uma força a tua reputação? Não sabe como? Simples. Ao invés de ameçá-lo, indique o link da postagem em seu site, mostrando que os seus textos são utilizados por outros sites, blogs e até palestras, se for o caso.

Essa atitude o salvará de muitas dores de cabeça e ainda irá melhorar a sua reputação entre os sites de busca e também entre seus leitores. Pense nisso.

6. Invista na Publicidade

Se você possui já possui um manuscrito e ainda não encontrou uma forma de publicá-la, mas sabe que o texto é bom e tem potencial para ser publicado, instigue o futuro leitor.

Criar um hotsite, um booktrailer, uma discussão sobre o tema central do livro ou incentive seus amigos a postarem resenhas e críticas sobre a história. Essa prática é uma ótima forma de criar um interesse na leitura. Aliás, essa tática já deu muito certo para vários escritores iniciantes, como é o caso de Eduardo Sphor, com a Batalha do Apocalipse. O burburido gerado foi tão grande que, após ter sido rejeitado pelas editoras, que começou a rejeitar pedidos de publicação foi o próprio autor.

Portanto, invista na publicidade e acredite em você! Lembre-se que as editoras são empresas que buscam lucro, e se o seu livro não for de interesse no momento, pode ter certeza que as editoras não irão se interessar.

7. Menos é Mais

Se você possui mais do que um manuscrito e tem intenção de divulgá-los, além de usar a dica acima, você deve manter a história interessante sem torná-la enfadonha. Como? Simples! Não exagere na extensão dos textos, mantenha-os rápidos e concisos.

Certa vez, ao ouvir um podcast sobre cinema, o RapaduraCast 242 – Profissões: Roteiristas, o roteirista Ilan Rawet conta como os roteiros de filmes são vendidos. O que me impressionou foi o fato de que em alguns casos o roteiro é vendido em 10 segundos. Isso mesmo, em 10 segundos! Não acredita, corre lá e ouve esse podcast. A explicação começa nos 39 minutos.

Enfim, a ideia é mais ou menos essa, ser conciso e instigante ao mesmo tempo. Portanto, ao invés de publicar todo o conteúdo do manuscrito, mostre pequenos trechos. Monte uma história da história e seja breve. Alguns chamam isso de resenha, outros de trechos, mas o importante é fisgar o leitor para que haja interesse no restante do conteúdo.

fonte: Writer’s Relief

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Bom, pessoal, essa são as dicas que eu tinha pra hoje. Espero que elas possam ajudá-lo de alguma forma. Lembrando que, se você possuir alguma outra matéria ou links que ajudarão os novos escritores a alcançarem seus objetivos, os comentários estão aqui pra isso, também.

Comments

  1. Bom Dia, amore.
    Como sempre seus textos são excelentes.
    Gosto de ler as suas dicas, pois sempre aprendo algo novo. Desta vez, para mim, as dicas 04 e 05 foram as melhores ;-)
    Abração.

    • Bom Dia!! :)
      Olha, a dica 5 é polêmica, mas acho que fica muito mais fácil de resolver alguns problemas de cópias indevidas, sem contar que será um tapa de luva de pelica, sem dúvida.
      Quando você colocar em prática a dica 4, por favor, deixe avise este amigo que ficarei feliz demais em divulgar!

      Beijinhos, minha querida!

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