[Resenha] Paris é uma Festa – Ernest Hemingway

Resenha de Paris é uma Festa - Ernest Hemingway“Paris é uma Festa” traz as memórias parisienses de Ernest Hemingway. Uma obra baseada em fatos reais, mas que pode ser lida como uma ficção.

Escrito entre 1957 e 1960, Paris é uma Festa só foi publicado após três anos da morte de Hemingway, sendo uma das sete obras de “não-ficção” escritas pelo autor. Apesar de póstuma, a obra cobre o perído de 1921 a 1926, quando Hemingway morou em Paris.

O livro utilizado na resenha é a 15ª edição, de 2011, editada pela Bertrand Brasil. Esta obra contém dezenove capítulos onde o Heminway narra seus dias e encontros.

A resenha será dividida entre Resumo da Obra, Crítica e Recomendação.

Resumo da Obra

Surgido postumamente, em 1964, o livro traz as memórias parisienses do escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961), que fez da cidade o palco de seu aprendizado literário. O livro refere-se aos tumultuados, loucos e felizes anos 20, e rememora a época, com revelações indiscretas sobre as pessoas que por lá conheceu.

Paris é uma festa mostra-nos um Hemingway diferente, o escritor e o homem fazendo uma viagem sentimental à década de vinte, quando o mundo se abria diante dele e seus companheiros eram a gente anônima das ruas e gente famosa como Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pround, F. Scott Fitzgerald.

Amor, ironia, humor, saudade. Ernest Hemingway foi sempre contrário ao sentimentalismo. Seus contos, seus romances mostram o homem em busca de si próprio, descobrindo-se nos momentos de dor, perigo ou derrota. Nenhum idealismo diante da vida: ela deve ser enfrentada como um desafio, e vendica sem arrogância ou perdida sem lamúrias.

Da cidade, seus perfumes, seus encantos, de si mesmo, de seus amigos e inimigos Hemingway nos deixou, neste livro póstumo, uma série de vinhetas inesquecíveis, escritas com amor e ironia, com humor e saudade.

Crítica

Por se tratar de uma obra baseada em fatos reais, a história já tende a ter um forte impacto nos futuros leitores que amam história e querem conhecer uma Paris diferente da dos cartões postais.

No entanto, por mais que tenhamos a ideia de que a história é verídica, nas primeiras páginas Hemingway nos informa que se preferirmos, pode considerar a obra como um trabalho de ficção. E foi assim que eu resolvi encarar o livro, como uma obra de ficção e não um relato fiel ao acontecido. Ou seja, quase como uma crônica.

Não quero desmerecer o trabalho nem a memória de Hemingway, porém, seria quase impossível não desconfiar de um livro que conta uma história passada há mais de 30 anos. Acredito que Hemingway encontrou e vivenciou todas as histórias que o livro nos traz, mas nota-se uma pitada de rancor, irritação e decepção em alguns momentos. Algo que só seria possível desenvolver com o passar dos anos, principalmente devido a sua instabilidade emocional que já surgira no início dos anos 50.

Mas a verdade deve ser dita. Paris é uma Festa nos mostra um Hemingway mais solto e real. Ele deixa de lado a Paris romântica para nos mostrar uma cidade como qualquer outra. Uma cidade linda, porém, não pelas ruas, pontes, cafés ou luzes, mas pela capacidade que tinha em ser sociável para aquele que buscava inspiração e bom divertimento.

Depois que passamos pelo entusiasmo da relação realidade-ficção, Paris é uma Festa nos mostra, página a página, uma grande história de memórias, sejam elas reais ou não, ao terminarmos o livro a sensação é de que Hemingway passou por vários momentos difíceis, mas continuou fazendo aquilo que amava até os últimos dias de sua vida. Ele continuava escrevendo e escrevendo e escrevendo e escrevendo e escrevendo…

Recomendação

Como muitos, a curiosidade em ler o livro surgiu após ter visto “Meia Noite em Paris”, mas, apesar de ser um bom filme, o livro é muito melhor. No entanto, assista ao filme para depois ler o livro, pois Hemingway não é um autor descritivo e o filme te dará a ideia do ambiente. Ou se preferir, veja essa fotos de Paris dos Anos 20.

O livro não é repleto de reflexões como O Velho e o Mar. Muito pelo contrário, é um livro real. Portanto, a recomendação vai para aqueles que buscam conhecer um pouco da história da pessoa e não só do escritor Hemingway.

Paris é uma Festa - Ernest Hemingway - resenha

Paris é uma Festa

 

Título: Paris é uma Festa
Autor: Ernest Hemingway
Ano: 2011
Páginas: 238
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 978-85-286-0778-9
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