[Dicas] Melhores Diálogos: 7 dicas para escritores

Seguindo as Dicas do Folhetim, nesta semana vamos ver algumas dicas sobre diálogos, tema que ficará mais tranquilo após as Dicas dos 3 tipos de discursos. Portanto, se você não leu as dicas anteriores, seria melhor começar com os Discursos Direto, Indireto e Indireto Livre.

Agora que você já relembrou os 3 tipos de discurso, estamos prontos para acompanhar as novas dicas e melhorar nossos textos.

Diálogos, palavra derivada do grego, é a transmissão de alguma informação através da palavra, ou conhecimento. Ou seja, dialogar é trocar opiniões, comentários, alterando papéis de falante e ouvinte; conversar. Portanto, o uso do diálogo é fundamental para dar vida ao personagem.

Quando o escritor utiliza-se de técnicas narrativas como a do Discurso Direto, ele está trazendo o personagem à história, deixando-o apresentar suas ideias, medos, desejos e sua personalidade através das palavras, com o intuito de que nós possamos nos identificar com o personagem e, porque não, entrarmos na narrativa, pois, além de um bom enredo, o livro também precisa dialogar conosco.

Portanto, para que possamos levar nossos leitores a terras nunca antes navegadas, vejamos algumas dicas que irão favorecer essa transposição.

 

7 Dicas para Melhorar os Diálogos

 

1. Linguagem Culta

Mesmo que o personagem seja um Albert Einstein, não abuse da linguagem culta. Além de o diálogo ficar cansativo, você pode perder o leitor em algumas linhas. Portanto, mantenha o diálogo mais humano, coloquial. A linguagem culta pode dar um tom robotizado ao personagem. Lembre-se, uma coisa é linguagem escrita, outra é a linguagem falada.

Portanto, se o teu personagem está falando diretamente ao leitor (Discurso Direto), não utilize a forma específica da linguagem escrita, use uma forma mais coloquial. Porém, não invente moda, o bom uso do português é sempre bem-vindo.

Usar gírias, regionalismo ou expressões que poucas pessoas conhecem podem danificar a transmissão da mensagem, portanto, evite-as ao máximo. Agora, se você quiser dar ao personagem uma característica, como uma marca registrada, use-as, mas com sabedoria e de forma que ela seja usada durante todo o texto.

 

2. Não Abuse dos Diálogos

Apesar dos diálogos serem excelentes ferramentas para que a história fique interessante e possa prender a atenção do leitor, o uso demasiado dessa ferramenta pode tornar a narrativa cansativa e, certas vezes, infantil. Dosar a quantidade de diálogos é importante para deixar o texto mais fluido.

O narrador, ao ditar a história, deve demonstrar liderança, ou seja, deve levar o leitor aos caminhos que ele estabeleceu, utilizando-se de todas as ferramentas necessárias para que o leitor possa acompanhá-lo, por isso, o uso de outras formas de discurso que não o discurso direto, demonstra que o escritor sabe como conduzir seu rebanho ao caminho certo.

 

3. Evitar Diálogos Reveladores

Durante a trama, o narrador precisa domar seus personagens, muitas vezes com o intuito de não deixar transparecer suas ideias reais. Ou seja, limitar o que deve ou não ser falado ao leitor.

Para que evitarmos revelações sobre o personagem ou a trama, uma boa dica para mascarar as ideias do personagem é utilizar a técnica narrativa do discurso indireto ou indireto livre, cuja principal característica é transcrever o pensamento do personagem através das palavras do narrador onisciente.

Portanto, saber utilizar as técnicas narrativas é de fundamental importância para uma boa história, por isso que dissemos que as dicas da semana passada seriam fundamentais para a construção de bons diálogos.

 

4. Diálogos Soltos ou Emendas de Parágrafo

Os diálogos, apesar de serem parte integrante de uma narrativa, utilizá-los somente para preencher espaço entre uma linha não é algo muito bem querido pelos leitores.

Muitas vezes, ao escrevermos um parágrafo, temos uma dificuldade em fazer a ligação com o outro e, sem nem pensarmos, vamos adicionando um pequeno “ele disse” para dar início ao próximo, como se fosse uma forma de emenda.

Diálogos, como dito no início do post, são a transmissão de uma mensagem; portanto, utilizá-los como emendas, soltos por entre parágrafos não ajuda muito a transmissão. Pois, ao invés de transmitir a mensagem, farão de mero preenchimento, adicionando nada ao texto.

Assim, antes de ter certeza que seu diálogo é importante para a narrativa, leia e releia o texto para ter certeza que o diálogo é essencial para o texto.

 

5. Diálogos pontuais

Diferente dos diálogos soltos, os diálogos pontuais podem acrescentar muita coisa à narrativa. Às vezes, uma simples palavra pronunciada pelo personagem pode significar muita coisa para a trama e, assim, deixar o texto muito mais robusto.

Os diálogos pontuais são aqueles em que o personagem invade a narrativa para dar um tom mais dramático, criando um suspense sobre a afirmativa do narrador, mesmo que este esteja utilizando-se do discurso indireto ou indireto livre para transmitir a mensagem de um personagem.

Assim, como nos diálogos soltos, saber posicionar um diálogo pontual é importantíssimo.

 

6. Evite Repetições

Algo que vemos muito em alguns textos, é o uso demasiado de repetições, seja ela durante o texto ou nos próprios diálogos, e evitá-las demonstra uma maior conhecimento da língua português e, consequentemente, um texto mais elaborado.

Ao escrevermos um texto, talvez não percebamos, mas sempre deixamos escapar algumas repetições de ideias ou de palavras. Além de passar a ideia de um texto “pobre”, também faz com que o leitor fique cansado de tantas palavras ou ideias iguais; portanto, evite ao máximo esse tipo de comportamento. Leia, releia, leia novamente todo o texto e elimine as repetições.

Se o narrador está mostrando como seu personagem é inteligente e astuto, não tente demonstrar isso com um diálogo logo em seguida, deixe seu leitor maturar a ideia, construir o personagem e, quando ele menos esperar, você vai lá e coloca um diálogo que ilustra essa passagem. Ou seja, nada de dizer que fulano “irá ao shopping para reencontrar os amigos” e logo em seguida, colocar um diálogo onde o personagem diz: Preciso ir encontrar com meus amigos no shopping. Ao invés disso, mantenha o discurso indireto para a construção dessa passagem.

As repetições também estão relacionadas ao nome dos personagens. Portanto, nada de citar o nome dos personagens a cada fala (nas próximas semanas, darei algumas dicas de como criar um personagem).

E para a última dica, porém, não menos importante,

 

7. Evite Diálogos Longos

É importante citar que longos diálogos podem enganar o leitor, fazer com que ele perca a conversa, ainda mais quando o diálogo é interrompido por algum modificador da fala, os tão comuns: – ele disse; – ela correu; – e olhando para trás, continuou -.

Muitos desses modificadores podem ser absorvidos por diálogos bem construídos. Logo, evite o uso demasiado, pois, podem deixar os diálogos muito longos, confundindo seu leitor.

Ademais, se um diálogo utrapassar umas 3 ou 4 linhas, pare. Revise o texto e somente se for realmente necessário, mantenha-no, caso contrário, revise o texto para evitar essas longas e, muitas vezes, cansativas falas.

 

Espero que essas dicas possam ajudá-los de alguma forma. E conforme digo em todos os posts de dicas, essas dicas não são regras, são diretrizes, ferramentas para que você possa escrever seus textos e, consequentemente, analisá-los para torná-los melhores.

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Bom, pessoal, essa são as dicas que eu tinha pra hoje.

E, se você perdeu as anteriores, não fique preocupado, aqui estão elas:

  1. Escreva Melhor: 7 dicas para escritores
  2. Escreva um Conto: 8 dicas para contistas
  3. Melhores Diálogos: entenda os 3 tipos de discursos
  4. Leia Melhor: 6 dicas para a boa leitura
  5. Personagem: 5 dicas para criar um personagem
  6. 8 Dicas para celebrar o Dia Internacional do Livro

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