[Editorial] O livro digital acabará com o livro físico?

A resposta é muito simples: Sim, o livro digital acabará com o livro físico.

Com os avanços tecnológicos a resposta é bem simples. As possibilidades trazidas pelo livro digital são gigantescas se comparadas ao livro físico, pois, além de ocuparem muito espaço, tem um alto custo de produção e não proporcionam a mesma experiência que o livro digital. Portanto, assim como tantos outros modelos foram superados por tecnologias mais novas (vinil, k7, VHS, DVD, CD), o livro físico também será superado pelo livro impresso.

Há essa altura, muitos já estão preparando suas criticas. Mas, a verdade é que isso acontecerá! Mais cedo ou mais tarde. E não é por ser uma tendência que o livro digital tomará o lugar do livro físico, o livro digital ocupará mais espaço entre os leitores por ser mais versátil e possibilitar uma melhor experiência. Algo que já está acontecendo, conforme o anúncio da Amazon, em julho de 2011.

Johannes Gutenberg, ao criar a prensa móvel, tinha somente uma ideia em mente: espalhar a palavra de Deus. Ou seja, transmitir o conhecimento através da palavra escrita, possibilitando que o conteúdo chegasse com maior facilidade a todos. E, se me permite, ele estava certo. O que importa não é o formato, mas o conteúdo trazido. Porém, hoje, como prevê Jean Paul Jacob, a “tinta sobre a árvore morta” já não satisfaz por completo o leitor, como fez a revolução iniciada por Gutenberg. Mesmo que a experiência do livro impresso seja mais gratificante – o barulho inconfundível de um virar de páginas, o cheiro da tinta, o toque, as páginas lidas e as que ainda estão por vir -, o livro impresso não permite que o leitor utilize todas as possibilidades de aprendizado. Por outro lado, o livro digital traz possibilidades gigantescas, que favorecem a descoberta, algo que o livro comum nunca sonhou em alcançar.

Seja por palavras, pensamentos ou ideias. A gama de informações que o livro digital é capaz de agregar ao conteúdo é infinitamente maior, conduzindo o leitor a camadas mais profundas do conhecimento. Pesquisar, anotar ou compartilhar se tornam mais fáceis, ampliando a experiência do leitor. No entanto, apesar de ser um formato versátil e com uma alta capacidade de conhecimento, para se ler um livro digital, a melhor experiência, ainda, são os leitores digitais (kindle, ipad e tantos outros), que já trazerem todas as ferramentas necessárias para que o leitor amplie seus conhecimentos através da integração com outras mídias, algo totalmente novo e diferente do livro impresso que, pela sua limitação, não apresenta a mesma capacidade.

Infelizmente, essa realidade, para nós, brasileiros, ainda é distante, pois, leitores digitais são caros, assim como alguns livros digitais que chegam a custar mais do que o livro impresso. Porém, mesmo não sendo uma realidade, os livros digitais irão acabar com os livros físicos, seja hoje ou daqui a cinco anos. E não há passeata ou movimentos contra o livro digital que fará essa revolução parar.

Porém, e nós, que adoramos os livros impressos? Como ficaremos?

Bom, para nós, adoradores de livros físicos, ainda teremos nosso lugar ao sol. Assim como os adoradores de vinil, passaremos o resto da vida achando que o livro físico ainda continua sendo melhor que o livro digital. Andaremos por corredores enormes de sebos à procura de uma raridade impressa.

 Uma casa sem livros é como uma sala sem janelas.

Heinrich Mann

P.S.: a imagem da postagem é de artista americano Brian Dettmer, conhecido pelas suas alterações em livros antigos, criando trabalhos visuais incríveis.


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