[Dicas] Escreva Melhor: 7 dicas para escritores

O maior medo de qualquer escritor, seja ele iniciante ou profissional, é o inesperado Bloqueio Mental. Um momento de angústia e decepção pessoal.

Infelizmente, o bloqueio mental não é um privilégio de escritores. Muitos adolescentes, em fase de vestibular, têm essa dificuldade, principalmente quando ouvem do professor: Escrever uma redação é simples, basta seguir o feijão com arroz: Introdução – Desenvolvimento – Conclusão. Uma técnica simples, mas, quando uma foto aparece combinada com uma frase e o candidato precisa fazer uma relação entre as duas, essa técnica se torna praticamente inútil diante do desespero momentâneo que assola o cidadão.

Certamente, tanto eu quanto você já passamos por situações como essas, tanto na vida acadêmica quanto profissional. Mas saiba que existe uma forma perder esse medo ou, pelo menos, evitar que suas consequências durem mais do que 3 minutos.

A verdade é que não há uma fórmula para se escrever bem ou aquilo que se é pedido, mas há dicas que poderão te dar uma segurança maior, isso com certeza. Porém, antes de entrarmos nas dicas, deixaremos dois conselhos valiosos para que você possa aprimorar o seu lado escritor:

1º Ter um bom dicionário:

Um dicionário não só ajuda à escrita como proporciona a descoberta de novas palavras. Além de dispor de conjugações verbais, regras de gramática e, em muitos casos, sinônimos que ajudam a encorpar seu texto, o dicionário te dará, também, uma segurança na hora de escrever, como uma pedra fundamental da vida educacional de qualquer indivíduo.

2º Ter uma Leitura diversificada:

Leia livros, revistas, bulas de remédios, panfletos, notas de rodapé. Leia tudo que aparecer pela tua frente, sem preguiça e com calma. Manter contato com diversos textos (literários, jornalísticos ou informativos) possibilitará o desenvolvimento do seu lado crítico, permitindo melhores escolhas de leituras no futuro, pois, ninguém sabe o que lhe agrada ou não, sem antes conhecer o tema. Apesar de ser a parte mais trabalhosa, a leitura agrega conhecimentos que ficarão com você até o último dia de sua vida, ou até o início de um mal de Alzheimer. 😉

 

7 Dicas para Melhorar a Escrita:

 

1. Transcreva um diálogo.

Escolha uma entrevista de rádio, televisão ou até de vídeos na internet e transcreva aquele diálogo. Tente pontuar corretamente, usando um dicionário se for preciso. Além de aprender as formas de pontuação utilizadas em um diálogo, você poderá se preparar para as próximas dicas que virão.

2. Escreva um diário.

Por mais bobo que isso possa parecer, escrever um diário proporciona um autoconhecimento como te ajuda a perder o medo da escrita. Escrevendo somente para você, o medo de escrever errado e ser criticado somem, deixando você livre para se expressar verdadeiramente. Sem contar que, no futuro, você irá me agradecer por essa dica! 😉

3. Escolha um local, uma foto ou um quadro.

Focalizando na imagem, tente descrever o ambiente em que a imagem foi inserida. Por exemplo: se for a imagem de uma cadeira, descreva o material que ela é feita, o local onde ela foi colocada, a iluminação que entrava pela janela, ou a iluminação artificial que fez com que a imagem aparecesse. Descreva o clima: estava frio? Era inverno, verão, primavera ou outono? Tente se imaginar como um mero observador da cena. A descrição permite que o leitor entre na história. Nunca subestime o poder da sugestão.

4. Siga o exemplo do twitter.

Descreva o seu quarto (ambiente com a tua cara) em 140 palavras . Saber enxugar o texto é fundamental, principalmente quando você precisa demonstrar conhecimento em poucas palavras, como é o caso de redações de vestibular. Tente tirar proveito dessa técnica em outras mídias, seja um texto, uma redação ou até em pequenos contos. Se você não vê muito sentido nisso, veja como Eça de Queiroz descreve o Primo Basílio num dos primeiros parágrafos do livro:

 

A sala esteirada, alegrava, com o seu teto de madeira pintado a branco, o seu papel claro de ramagens verdes. Era em julho, um domingo; fazia um grande calor; as duas janelas estavam cerradas, mas sentia-se fora o sol faiscar nas vidraças, escaldar a pedra da varanda; havia o silêncio recolhido e sonolento de manhã de missa; uma vaga quebreira amolentava, trazia desejos de sesta, ou de sombras fofas debaixo de arvoredos, no campo, ao pé d’água; nas duas gaiolas, entre as bambinelas de cretone azulado, os canários dormiam; um zumbido monótono de moscas arrastava-se por cima da mesa, pousava no fundo das chávenas sobre o açúcar mal derretido, enchia toda a sala dum rumor dormente.

 

Esse parágrafo descreve como Luísa se sente; trancada em seu mundo, sem muita perspectiva de futuro. Quem leu, sabe que esse sentimento é que dá base para todo o livro. Enfim, Eça de Queiroz era um Gênio da descrição; portanto, sigam-no os bons.

5. Escolha um texto científico.

Escolha um texto científico e monte uma tabela sobre os pontos abordados. Foque nas ideias principais e veja como o autor estabelece a ligação das ideias para a conclusão do texto, o velho: A + B = C.
Essa prática ajudará na formulação de futuros textos mais críticos. Pois, além de te fornecer novos pontos de vista, você poderá utilizar a estrutura das conclusões em textos futuros. Não pense que na escrita tudo deve ser novo e original.

6. Entreviste uma pessoa.

Monte uma lista com perguntas, como naqueles cadernos de enquete do colégio, sem ser infantil. Tente fazer a lista como se cada resposta fosse um gancho para outra pergunta. Esse mecanismo ajuda tanto o entrevistado quanto os leitores, mantendo uma sequência lógica e temporal do que está sendo dito e lido. Teste com seus familiares, amigos e com você mesmo!

7. Seja um observador.

Muitas histórias surgem de um simples acontecimento, como por exemplo, uma bola sobre o telhado, um tombo na rua, uma batida de carro, uma chuva de sapos. Enfim, tudo que está ao seu redor faz parte de uma história, portanto, se quiser ser um bom contador de histórias, seja, antes de tudo, um bom observador. Observe o mundo, as pessoas, os animais, os comportamentos humanos e o balanço das árvores. Deixe sua mente fluir naquelas histórias e volte pra casa repleto de novos acontecimentos e histórias para contar.

 

Algumas dicas podem parecer um puro exercício de meditação; outras, um exercício chato e monótono. Mas, quem disse que escrever histórias é fácil? 😉

Ainda não está satisfeito com essas dicas, veja as outras dicas que já foram dadas:

  1. Escreva um Conto: 8 dicas para contistas
  2. Melhores Diálogos: entenda os 3 tipos de discursos
  3. Melhores Diálogos: 7 dicas para escritores
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