[Informativo] Comu anda a educassão no Brazil?

Falar sobre a qualidade da educação é um tema tão discutido e supervalorizado que ao ver esse título você poderá até pensar: Mais um texto sobre “nós pega peixe”? Pra falar a verdade, a resposta deveria ser Sim e Não, infelizmente. Aliás, gostaria de que fosse um não e que as questões aqui abordadas fossem parte de um passado longínquo, porém, a realidade é bem mais negativa.

A escolha do tema “educação no Brasil” faz parte de uma análise baseada no ranking da A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Tais pesquisas somadas ao alto envolvimento em redes sociais, me fizeram acreditar que houve uma queda na qualidade do ensino, ou será na qualidade dos alunos? Enfim, deixarei essa pergunta em aberto.

Segundo o ranking de educação da UNESCO, de 1º de março de 2011, pelo qual avalia o desempenho da educação de 127 países signatários, o Brasil manteve-se em 88º posição, fazendo parte da  lista dos 53 países que ainda não atingiram os Objetivos de Educação para Todos (EPT) até 2015, estabelecidos na Conferência Mundial de Educação, sediada em Dacar, em 2000.

A queda é assustadora, pois, em menos de 4 anos, entre 2007 e 2011, o país saiu da 76º posição para ocupar a 88º, sendo que essa queda foi acentuada entre 2007-2010, não tendo evoluído no último ano, perdendo, portanto, 12 posições, ficando atrás do Chile, Uruguai e Argentina.

Eis as metas traçadas:

  • ampliar a educação para a primeira infância;
  • universalizar o acesso à educação básica;
  • garantir o atendimento de jovens em programas de aprendizagem;
  • reduzir em 50% as taxas de analfabetismo;
  • eliminar as disparidades de gênero no acesso ao ensino, e;
  • melhorar a qualidade da educação.

 

Por cima, até que não são tão metas tão difíceis de serem alcançadas. Porém, segundo o relatório do PISA, de 2010, que reflete a avaliação conduzida em 2009, o Brasil continua abaixo da média mundial, seja na leitura, na matemática ou em ciências.

Levando em consideração apenas a avaliação da leitura, na qual foram avaliados 3.292.022 adolescentes brasileiros – todos na faixa de 15 anos -, o Brasil atingiu apenas 412 pontos, enquanto a média sugerida pelo programa é de 492, mantendo-o abaixo de países como Colômbia, Trinidad e Tobago e Tailândia. Sendo que tal pontuação coloca o Brasil na 53º posição, dentre os 65 países avaliados, dos quais 34 são membros da organização e 31 parceiros.

Assim, se levarmos em conta a queda na posição do relatório da UNESCO, podemos acreditar que esses números estão estáveis, pois não melhoramos o ranking desde o último ano. Logo, continuamos com a pontuação abaixo do esperado pela avaliação do PISA.

No entanto, segundo os resultados e metas do IDEB, de 2009, a educação no ensino fundamental e médio tiveram leve aumento em seus resultados, alcançando as metas estabelecidas, conforme o quadro abaixo:

IDEB – Resultados e Metas

IDEB, 2007, 2009 e Projeções para o Brasil

Fonte: Saeb e Censo Escolar.

 Felizmente, os resultados do IDEB demonstram que o Brasil está conseguindo cumprir algumas das meta da Conferência Mundial de Educação, promovidas pela UNESCO. Porém, mesmo com esses resultados, ainda está longe de se tornar um país educado.

Agora, o que nos preocupa é conseguir perceber essa leve melhora, pois, de acordo com o quadro abaixo, o Brasil, nos últimos 6 anos, duplicou o número de usuários de internet.

 Crescimento da internet no Brasil

em milhões de usuários

Este crescimento nos dá ferramentas para entender a avaliação da UNESCO em conjunto com a avaliação promovida pelo PISA, explicando porquê o Brasil se encontra em 88º posição do relatório em conjunto com a 53º posição no ranking de leitura.

Com a inclusão digital permitindo um maior acesso a tecnologias anteriormente restritas a poucos usuários, textos que antes eram vistos por poucos, agora são dissiminados por redes sociais, que buscam, além de informação, a necessidade na rapidez na troca de informações. Assim, o que antes era um simples “você”, “por quê”, “tudo” ou “também” tornam-se “vc”, “pq”, “td”, “tb”; abreviações corriqueiras no dia a dia cibernético.

Porém, tais abreviações, que deveriam se restringir à conversas rápidas e informais, acabam permeando o cotidiano e se tornando um vício prejudicial para pessoas que ainda estão começando sua vida educacional e, por muitas vezes, acabam invadindo a vida de novos e velhos profissionais.

Entretanto, se somente as abreviações fossem visíveis, o que nos preocupa são os erros grotescos que teimam em aparecer aqui ou ali, conforme os exemplos abaixo:

Frases tiradas do Twitter, e apresentadas pelo Brogui – Flagras do Twitter do Brogui.

  • “Vossê eh minha vida agorah”
  • “Mais eu numca pennsei que essa pessoa fosse assim, #dessepicionado”
  • “Vou dormir tbm pq eu sou enteligente…”
  • “Cada cabessa uma sentença…”
  • “Profição Repórter, bom como sempre…”
  • “Tava veno o vídeo do Açassino…”
  • “Numca pensei que alguns sentimetros preucupasse tanto…”

 

Você pode estar imaginando que isso não passa de recém adolescentes ou crianças, mas tais erros se fazem presentes em locais bem mais conservadores e criteriosos, como é o caso da segunda fase do Exame Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil:

  • “Perca do praso”:
  • “Prossedimento”;
  • “Respaudo”;
  • “Inlícita”.

 

Esses erros de português não estão restritos a jovens, mas também nos bacharéis em Direito, ou seja, pessoas que passaram os últimos 5 anos de suas vidas estudando (ou não) matérias que requerem muita leitura.

Por fim, retomo a pergunta que deixei em aberto e convido você a respondê-la:

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Espero, realmente, que o Brasil consiga atingir as metas estipuladas pela UNESCO, pois, somente através de grandes melhorias é que deixaremos de ver certos erros tão grotescos como os aqui citados.


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