[Informativo] Por que o brasileiro lê pouco?

Segundo um levantamento do Instituto Pró-Livro, realizado em 2007, com 5.012 entrevistas em todas as Unidades da Federação, abrangendo o período entre 29/11/2007 a 14/12/2007, portanto, 15 dias, verificou-se que os brasileiros leem, em média, 1,3 livro por ano, excluídos os livros didáticos e pedagógicos, que, se somados à média, o índice subiria para 4,7 livros por ano. A pesquisa demonstrou que a maior parcela de não-leitores está entre os adultos, na faixa dos 30 a 69 anos.

Entretanto, devemos analisar alguns aspectos para compreendermos o porquê desses baixos índices.

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, no ano de 2010, os maiores gastos dos brasileiros foram direcionados a três aspectos:

  • Alimentação e bebida (30%);
  • Habitação (16,09%);
  • Transporte (16,35%).

Somados, esses conjunto atingem 62,43%, sobrando somente 37,56% para o restantes:

  • Educação (3,16%);
  • Vestuário (8,07);
  • Artigos de residência (5,14%);
  • Saúde e cuidados pessoais (9,13%);
  • Comunicação (4,91);
  • Despesas Pessoais (7,15%).

Portanto, tomando como base os dados apresentados pelo IBGE, os livros entrariam nas seguintes categorias: despesas pessoais e educação, que juntos equivalem a 10,31% dos gastos. Assim, se pegarmos o preço de um livro (R$ 30,00 reais, em média), o que representa 5,5% do salário mínimo, que hoje é de R$ 545,00 reais, teríamos a metade dos gastos dessas categorias, o que prejudica (acredite) e muito em certas economias domésticas.

Esse simples cálculo nos levam a questionar o porquê o brasileiro lê pouco, ou seja, somente 1,3 livro por ano. O grande problema não está na falta de incentivo, mas, também, na questão económica.

Alguns podem dizer que existem livros por aí custando menos que 5 reais, que não é desculpa para lerem pouco. Sim, isso é verdade, existem livros – grandes livros – por preços módicos. No entanto, sem incentivo à leitura, é difícil que o brasileiro venha a aumentar esse índice. Esse incentivo deve partir tanto do campo económico quanto educacional, permitindo que crianças tenham mais acesso à leitura e que os adultos possam adquirir livros por preços razoáveis.

Medidas como as tomadas pelo próprio Instituto Pró-Livro, como “condição de inclusão cultural e desenvolvimento sustentado, por meio do apoio e promoção de acções voltadas a fomentar a leitura e a produção, distribuição e acesso ao livro no Brasil”, ajudam, mas também é necessário um maior engajamento do governo.

Foi anunciado pela Conferência Nacional de Educação – Conae, um investimento de 10% PIB em educação até 2014. Esse valor chega a ser mais do que o dobro no que foi gasto em 2010 (4,1% do PIB). Tais medidas tem o poder de aumentar esses índices, colocando o Brasil como um bom leitor na América Latina, retirando essa característica de que brasileiro lê pouco.

Apesar do que dizem , o hábito de ler é como a prática de esportes; quanto mais se lê, mais se tem vontade de ler, e mais rápido a leitura se torna, gerando um prazer em ler mais do que 1,3 livros ao ano. Gostar da leitura é algo que vem com o tempo, quanto mais cedo for o incentivo, melhor. A leitura permite ao indivíduo um crescimento não só psicológico, mas cultural, pois, ao recriar os cenários apresentados na história, o leitor consegue desenvolver novas formas de como vê o mundo ao seu redor, logo, transformando o indivíduo. Porém, quanto mais tarde isso ocorrer, a dificuldade  se torna maior, afastando o leitor desse caminho.

O baixo índice de leitura entre os brasileiros não só prejudica um indivíduo, mas toda a sociedade. A leitura é uma forma de demonstrar que certa sociedade está apta a percorrer novos caminhos, evitando cair em “armadilhas” das políticas de massa. Se o governo mantivesse o mesmo empenho que mantém em promover uma disputa sobre a permissão ou não de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol, durante a copa, com certeza esse índice aumentaria para níveis bem superiores.

Comments

  1. A prática a leitura tem que ser estimulada na escola e em casa, desde criança. Os pais tem que criar o hábito de ler para seus filhos pequenos para essa estimulação, que vai sendo continuada pelos professores na escola, pois assim fica mais fácil da criança se interessar pela leitura.
    Os livros devem ser estimulados e os pais e professores tem que fazer isso mostrando as crianças como é importante ler e não obrigá-los a isso, pois quando se torna obrigação, a criança perde o interesse pelos livros!
    Excelente post…quem sabe se começarmos a nos importar mais com isso agora, as próximas gerações possam se tornar bons leitores!
    Beijokas!

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Manu.
      Também acho que esse incentivo deve vir desde de cedo, mas com livros que cativem o interesse, pois tirar uma criança de perto dos gadgets de hoje em dia, fica BEM complicado. Apesar dos pesares, acredito que livros físicos têm o poder de cativar mais do que um iPad ou Kindle, que podem mudar o foco rapidamente.
      Com certeza o futuro está na educação, sem sombra de dúvidas.

      Beijos e obrigado pelo comentário.

  2. Olá Fábio querido!
    Bem, concordo que a leitura deve ser estimulada desde cedo. Sem dúvida alguma é um hábito que se adquire com incentivos na escola, mas em casa também! Ao ler essa pesquisa, percebemos que num país com tantas diferenças sociais, para a camada da maioria, ou seja, trabalhadora, as prioridades com alimentação, habitação e transporte (ainda mais com os custos elevados de combustível e passagens dos transportes públicos), acabam tirando dos pais esse “incentivo”.
    Como venho escrevendo, é muito difícil deixar de dar comida em troca de boa literatura. Contudo, há excelentes formas de se obter isso através das bibliotecas públicas e da própria internet.
    Acho que esse hábito tem muito a ver com cultura mesmo. Pessoas que nascem em lares que não possuem a consciência do bem causado por essa prática, acreditando que educação representa apenas aprender a escrever e que leitura seja apenas decodificação…rsrs… dificilmente compreenderão (pelo menos até certa idade) o bem valioso que é a leitura e o quanto os horizontes se abrem…
    Grande beijo e desculpe-me pela ausência!
    Jackie

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Jackie (bem-vinda de volta)!

      O fator cultural que vejo, são de que livros são para gente culta. Acredito que as editoras pensem assim, pois segundo a CF/88, não recaí impostos sobre os livros (nenhum deles), e mesmo assim um livro chega a custar um absurdo, dificultando o acesso ainda mais. Se olharmos para a história do Brasil, monarquia, república e ditadura, temos somente uns 20/30 anos de “real” liberdade, o que caracteriza uma geração. Segundo o estudo feito pelo Instituto Pró-Livro, o maior índice de não leitores se encontra na faixa dos 30-69 anos. Portanto, temos aí a falta de acesso à literatura, ontem pelos filhos, hoje pelos filhos-pais.

      Acredito que com maior incentivo – professores, divulgação, bibliotecas de boa qualidade, preços razoáveis e, principalmente, informação -, podem e vão melhorar esse índices.

      Beijão, Jackie.
      Não precisa pedir desculpas por nada! ;)

  3. Eu tive a sorte de ter sido estimulado a ler desde pequeno.

    Mas devemos tomar cuidado com isso.
    Não adianta jogar Dom Casmurro no colo de uma criança ou de uma dolescente, pois ao invés de se apaixonar por leitura, ele vai detestar isso.

    • Fábio C. Martins says:

      Marlon, apesar de incentivos, só tomei gosto pela leitura quando estava no cursinho pré-vestibular. Tudo por causa de um professor que soube me mostrar como devemos ler um livro.
      Concordo plenamente contigo. São poucos os jovens, ainda mais hoje, que conseguem acompanhar os grandes clássicos, principalmente pela forma que eram escritos. Seria interessante os professores mesclarem a leitura, alternando entre livros clássicos e livros atuais, estimulando o jovem aos poucos, mostrando pra ele o quão interessante uma leitura pode se tornar.

      Gosto bastante do filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, acho que ele ilustra bem o papel de um professor.
      Forte Abraço.

  4. Marcos Martins says:

    Seu IP é o mesmo que o meu, logo, é impossível para mim votar na enquete. Mas respondo aqui: no último ano li dois livros. No anterior, 100. A discrepância? Simplesmente falta de tempo e trabalho. Estas duas situações agravam qualquer vontade de leitura.

    Eu sou a favor de que “até bula de remédio serve”. Não creio que só livros sejam o nicho. Aqui a questão é mais de aprendizado e “gosto pela leitura”. Para tanto, até uma simples revista serve (e se formos contar revistas, eu li mais de 200 no ano passado). O brasileiro precisa pegar gosto pela leitura, não pelo livro em si.

    Entretanto, mesmo desabonando o livro de “toda a culpa”, também temos altos preços de revistas disponíveis. Mas, e que tal uma biblioteca? Alguém já foi a alguma biblioteca brasileira? Elas são tão bonitas quanto as americanas; algumas até mais. O ponto é que muitos desses locais são tidos como “empoeirados e retrógrados; local de velho” pela nova geração, que eventualmente serão pai e mãe e passarão esta idéia aos próprios filhos.

    É fato: quem aqui, no período escolar, gostava de ler os livros pedidos pelas professoras? Duvido que muita gente levante a mão. Ler deve ser um incentivo de berço. Livro ou não é uma outra história (no caso seria “estória”, mas a palavra caiu em desuso e agora só se usa a tal para o estudo da antiguidade).

    Livro ou não? Pouco importa! Leia. Leia sempre. Bula remédio, manual de instruções. Qualquer coisa que se goste ou tenha ao alcance vale a pena.

    Ler não dói. :)

    • Fábio C. Martins says:

      Pois é, só soube disso depois que votei.. eheheh Mas tudo bem, no comentário ficou mais verídico. Realmente, teu rendimento caiu absurdamente! :| Mas faça o seguinte, 101 livros por 2 anos equivale a 50,5 livros por ano… É uma média excelente! :P
      Verdade, se considerarmos o restante que não seja livros: revistas, jornais, blogs, sites, entre outros, a média poderia subir a níveis europeus, mas acredito que eles nem contem isso como “real” leitura – eu conto!
      A falta de vontade de visitar uma biblioteca é uma questão cultural, como você disse, coisa de velho, de bicho grilo e outros tantos apelidos que colocam. Eu nunca visitei aquela que tem aqui perto de casa, não sei como funciona, qual o acervo, mas pretendo visitar dentro em breve.

      Eu ainda fico com a ideia de que livros, revistas, jornais e outros tantos (remédio nem se fala) são muito caros, ainda mais não tendo incidência de imposto de qualquer natureza (e olha que isso é um baita de um incentivo). Tal fator dificulta muito o acesso e, principalmente, a vontade de ler, mesmo em bibliotecas. Porém, concordo que ler, qualquer coisa que seja, ajuda e é importante, pois, além de ajudar na educação, permite conhecer outros assuntos relevantes.

      Portanto, leia. Leia sempre! Ler realmente não dói, a não ser que você esteja lendo uma bula de remédio. ;)

      • Marcos Martins says:

        Uma biblioteca linda de se visitar, em SP, é a Biblioteca Mário de Andrade (próxima ao Metrô Anhangabau). Apesar de estar num local decadente, ela é um primor e foi recentemente reformada. Tem até ares de Biblioteca Nacional do RJ. Vale o passeio e, com certeza, o acervo, que pode ser observado em http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/

        Não acho que chegamos a uma média européia se contarmos os outros tipos de mídia; daí eles também contariam, e nós continuaríamos no chinelo dos EUA ou da UE. :)

        Enfim, ler é sempre muito bom!

        PS: queria tanto encontrar minha coleção do Douglas Adams… :(

        • Fábio C. Martins says:

          Uma biblioteca que acho muito bonita e antiga é a Biblioteca Geral do Mackenzie, interior totalmente de madeira. corredores apertados, boas mesas pra leitura, pouco acervo, mas muito aconchegante. Outra, é o Centro Cultural da Vergueiro, esse eu acho um primor! Não só o acervo, mas o ambiente como um todo. Vale a visita, com certeza.

          Verdade, se pegarmos os mesmos itens na pesquisa, ainda ficaremos quase no final da lista, infelizmente.
          Quem sabe com esses 10% do PIB prometido pra 2014, podemos, ainda em vida, ver alguma diferença.

          PS: Seus livros estão guardados… vou dar uma verificada.

  5. Penso que é por que em (8)oito anos e veja não estou dizendo 01 (um) ano ou uma legislatura apenas, pois realmente não houve uma política pública para que mudasse esse quadro nacional, enquanto o Brasil ficava distribuindo nossos riquezas fruto do suor dos trabalhadores brasileiros que geraram impostos com: Perdão de dívidas dos nossos devedores “que nunca havia sido feito antes” ao nível que foi perdoado e ainda situações diversas que foram motivação para doações lá fora.
    Tudo isso feito sem uma consulta popular ou plebiscito palavras essas tão costumeiramente usadas pelo que foi visto só na teoria!!!!!!!!!
    Me pergunto: E porque não doar com valores que são feitas as contribuições para os partidos ao qual estão filiados?
    Ou porque não realizar tais atos dignos e tão meritórios as custas de seus Soldos (salários) e juntando ainda e digo somando aos salários dos que aprovaram tal idéia ou mesmo decisão e que ainda o aprovam, já que o objetivo era solidário, humanitário ou mesmo de ajuda?????
    Penso então ai estava os recursos par a educação e mudança desse quadro!!!!!!

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Chales.

      Concordo que houve descaso por parte do governo, não permitindo uma alteração significativa nesse quadro, pois veja, que a informação de 1,3 livro por ano é de 2007, não mudando muito até o atual momento.

      Muita coisa está errada, isso é fato, porém, existem pessoas com disposição para mudá-las, como é o caso do Instituto Pró-Livro e outras tantas iniciativas privadas ou públicas que vemos hoje em dia. Porém, não sei se o mais correto seria retirar da mão de alguém (independente se foi ou não ganho licitamente) para fornecer a outro campo. O governo deve, com certeza, fazer planos para a educação, permitindo um maior avanço em curto prazo, a fim de recuperar o hiato cultural que passamos durante tantos anos.

      Obrigado pelo comentario.
      PS: Compartilho da tua indignação, acredite.

  6. São vários motivos: o preço alto dos livros, a pouca escolaridade da população, a falta de incentivo a leitura e os gastos com atividades do cotidiano. É preciso universalizar a leitura no país. Eu leio em média de 12 a 15 livro por ano. Muitos são caros e agora estou baixando alguns da web. Mas não é a mesma coisa que folhear um livro de papel. Abraços.

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Guilherme.

      Realmente, os problemas vão muito além do alto preço dos livros; escolaridade e falta de incentivo são principais, na minha opinião. Sem conhecer a leitura, é difícil gostar, ainda mais pra ler mais do que 2 livros por ano. No teu caso, você está muito acima da média, com certeza. ;)
      Eu também pego alguns livros digitais, mas ainda não é a mesma coisa que os livros tradicionais; o cheiro, a textura, o prazer de abri-lo. Esses são privilégios presentes nos livros de papel.
      No dia do post, estava fazendo a pesquisa e descobri que os livros digitais não são isentos de impostos como os livros de papel, por isso que o preço deles chega a ser quase igual aos livros em papel. Quando descobri isso, fiquei perplexo. A ideia do livro digital é interessante, porém, sendo o mesmo preço que um tradicional, provavelmente não irá pegar muito.

      Forte abraço!

  7. Fábio querido!Concordo plenamente que a questão economica do brasileiro contribui para a falta de costume que o brasileiro tem em não ler,mas independente disso o problema é a falta de costume mesmo,minha mãe sempre me influenciou a ler e fui criada vendo minha mãe sempre com um livro nas mãos,quem gosta de ler compra livro de R 5.00 na banca de jornal ou pede emprestado.Aqui em Santos existem bibliotecas publicas onde vc apresenta o seu RG faz um cadastro e leva o livro pra casa “DI GRATIS” e entrega depois de um mês(quer estimulo maior?)Mas sinceramente acho que a nossa amada internet que acabou de vez com o costume de ir a uma biblioteca fazer uma pesquisa e ler um livro,como eu fazia nos meu tempos de escola hoje é muito fácil é só perguntar ao prof google.Que pena!!
    Bjksss

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Re.

      Realmente, existe muitas bibliotecas por aí, porém, não há um incentivo do próprio governo para aproximar o leitor dos livros. Não há um programa para isso, há iniciativas, mas são muito obscuras e não são de fácil acesso, a não ser pelos meios corretos: bibliotecas, salas de leitura, internet (se você procurar). O que eu acho que faria muita diferença seria incentivar desde a infância, algo como leitura de livros para crianças, por exemplo. Normalmente, quando você está no meio, com certeza você descobre outras opções, mas se estiver fora, não acontecerá esse descobrimento com tanta facilidade. O ideal seria aproximar o leitor do livro, mas em outros meios.

      A internet tem seus prós e contras, como qualquer outro meio, basta saber o que procurar pra que se torne uma ferramenta essencial. Quando eu estava na escola, também fazia essas pesquisas no Centro Cultural de São Paulo, e adorava o ambiente, as pessoas, a forma de pesquisa, até as filas para xerox fazem falta. Hoje, com certeza, a internet afastou essas pessoas – eu me incluo nesse universo. O que precisamos é que esse ambiente volte para a internet, talvez uma forma de pesquisa em livros da biblioteca nacional, ou coisa do tipo, mantendo a evolução que a internet trouxe.

      Obrigado pelo comentário, Re.
      Beijos

  8. Olá Fábio:

    Eu acho que essa pesquisa não abrange a fundo o perfil do brasileiro, aliás, nenhuma pesquisa chega a atingir esse objetivo.

    Antes precisamos saber o que é um livro, quais os tipos de livros serão considerados. Normalmente, as pessoas se equivocam quanto ao termo livro.

    Poderíamos tirar as revistas em quadrinhos, mangás, romances (algumas mulheres lêem até um romance ao dia, e não são poucas.

    Eu sou de lua, quanto aos romances, às vezes leio muito, às vezes leio pouco.

    No segundo grau eu comecei a ler mais livros de variedades e ciências, nesse caso, pela sua complexidade, leio e releio várias vezes.

    A internet tem apresentado a forma perfeita de ler, se isso é bom ou não, só o tempo dirá.

    Na maioria das vezes em que eu leio livros de variedades, busco simplesmente por informações e conhecimentos, não exatamente para satisfazer a sociedade ou uma determinada pesquisa. Acontece que a nova Xanadu, internet, possibilita o acesso fácil as informações que eu procuro.

    …ás vezes é preciso ler muito, mas não é um livro, é uma parte dele, tudo à base de hipertextos. É difícil precisar o quanto o brasileiro lê hoje.

    Seu texto apresenta muitos dados interessantes, ideais para uma boa análise mais detalhada.

    ABS

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Janio.

      A pesquisa relacionada a 1,3 livro pro ano corresponde exclusivamente a livros. Essa média sobe para 4,7 livros por ano se analisados outras formas de leitura, tais como: livros didáticos, jornais e revistas. Com certeza, não podemos generalizar, não é atoa que somos 190 milhões de brasileiros representados por 5.012 pesquisados. Aliás, podemos até levar em conta que tais pesquisas possam ser produzidas por editoras, na tentativa de atrair o público para os livros, visando lucro, claro.
      No entanto, acredito que brasileiro não tem o costume de ler, seja livros, jornais, revista ou até textos disponíveis na internet. Penso assim, pois o que mais vejo é o crescimento de pequenos textos e vídeos em blogs e afins, como twitter e facebook. (não me entenda mal. Sei que posso estar errado e, gostaria muito de estar).
      Quando fiz o texto, meu objetivo era pura e exclusivamente voltado a livros, não a outros tipos de leitura. Pois, se incluísse livros didáticos aqui, pode ter certeza que esse universo aumentaria, porém, se tornaria mais limitado a um grupo de pessoas, visto que essa forma de leitura requer uma atualização, e livros dessa espécie são bem caros. Por fim, a ideia era essa mesma, levantar a questão para ser discutida, conforme foi feita por você. Pois esses debates são imprescindíveis para uma melhor análise.

      Obrigado, Janio, pela participação.
      Abraços

  9. A leitura é muito particular de cada um.
    Por mais estimulado que o indivíduo seja vai depender das habilidades que ele tem dentro de si.
    Eu nunca fui estimulada.
    Vim de família muito simples que mal tinha o dinheiro para alimentar os filhos, quanto mais para dizer a eles que livros eram importantes,mas independente disso tudo, quando tomei domínio da leitura e escrita pude ver que teria um mundo em mim com as histórias e isso me fascinava e foi assim que comecei e nunca mais parei, sem contar que a quase 40 anos atrás as escolas não estavam tão preocupadas em estimular leituras e sim em passar conteúdos…
    Mas acho que valeu e muitas coisas foram por conta próprias, dependi única e exclusivamente de mim.
    Hoje os livros me acompanham

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Malu.

      Concordo que tudo dependerá da vontade própria, mas habilidades depende de incentivo sim. Se o indivíduo for incentivado a buscar conhecimento, independente de onde ele seja, será um curioso, e pessoas curiosas tendem, normalmente, a ler mais. Entendo que exista pessoas que não necessitam de nenhuma forma de incentivo, como foi o teu caso, porém, essas pessoas são raridade no meio de 190 milhões.
      Como no teu caso, meus pais também não tiveram a mesma educação que eu, muito pelo contrário, foram e são trabalhadores, leram muito pouco, logo, também não tive muito incentivo para ler. No entanto, eles sempre se preocuparam com a minha educação, tentando ao máximo para dar a mim e aos meus irmãos a educação escolar que nunca tiveram. Hoje, sou formado. Não sou um leitor assíduo, mas a minha vontade pela leitura cresceu quando tive um bom professor de literatura, que mostrava o mundo dos livros como algo mágico, contagiante, e foi, devido a ele, que hoje tenho o costume de ler muito mais livros do que lia.

      O incentivo nada mais é do que despertar a curiosidade, a vontade da pessoa, mesmo que ela não seja uma leitora compulsiva, mas que sinta prazer em ler.

      Obrigado pelo comentário, Malu. São comentários como o teu que melhoram a qualidade do texto, e, claro, proporcionam discussões que nos levam a outros pontos de vista não abordados.
      Novamente, obrigado.

      Beijos

  10. Nenhuma medida de incentivo a leitura ou ao interesse em adquirir livros que o governo faça, vai resultar em algo satisfatório. O problema está na raiz do desenvolvimento e da estrutura social do país. Cultivamos ainda a mentalidade colonial. Não nos chegou as ideias libertárias das grandes nações. Há décadas somos estigmatizados pela dicotomia direita e esquerda, como se ambas tivessem a fórmula mágica para resolver o problema. Ou se liberta desse lixo que nos impõe o atraso, ou fica-se marcando-passo.

    • Fábio C. Martins says:

      Olá, Soares.
      Concordo contigo que o problema é muito mais embaixo. Porém, para se mudar a mentalidade, é necessário alguns incentivos, sim. Pode não ser um incentivo financeiro ou governamental, mas tem que haver um incentivo, seja ele nas escolas, promovido por professores, ou em casa, pelos pais. Realmente, é difícil mudar essa forma “preguiçosa” que temos, mas ainda acredito que há esperança. Receita pronta não há, mas se cada um fizer o teu papel, possivelmente teremos, daqui uns 10 anos, uma estatística totalmente renovada e satisfatória.

      Abraços e obrigado pelo comentário e visita!

  11. Lêr é um saco, um porre…. arrumei um modo mais digamos anos 2000 pq essa história arcaíca de livro nem rola… ler é ummmmmmmmmmmmm saaaaaaaaaaaaaaaaaaaacooooooooooooooooooooooo…

    • Fábio C. Martins says:

      Leonardo, ler não é “um saco”. Ler é viajar, é conhecer outros mundos, outras personalidades, é fazer parte de uma história, torcer para um personagem, gostar de outro, se apaixonar por uma situação.
      Independente do meio (livro, epub, pdf ou sites), sempre será necessária a leitura, até o dia que alguém inventar algo que coloque a matéria diretamente na memória do indivíduo. Porém, se esse dia chegar, prefiro estar morto e enterrado, pois perderá a graça, todos seremos “inteligentes”, conhecedores de tudo… qual será a graça? Nenhuma, se quiser a minha opinião.

      Aprenda a ler; viva a história como fosse tua. Tenho certeza que se você fizer isso, tu irá mudar de ideia.
      Forte Abraço e obrigado pela visita e, claro, pelo comentário. Pois, independente se é bom ou não, é a tua opinião e essa eu sou obrigado a valorizar, mas não concordar! ;)

    • joana gonzalez says:

      Se você lesse um pouco mais não escreveria “Lêr” com acento circunflexo, “arcaíca” com acento no i. Tanto erro também não rola!!!
      Vai ler cidadão….

      • Fábio C. Martins says:

        Joana, tens razão!
        Não havia reparado nesses erros crassos. Realmente, o rapaz deve ler mais, procurar um bom professor de português e consultar um bom dicionário, ao invés do Google.

        Obrigado pelas observações.
        Beijos e volte sempre!

  12. O desisterece por livros no brasil, penso eu que esteja na mídia. A mídia local não apresenta a leitura de forma que esta seja um grande feito, tal como o futebol, se veem muitos torcedores, mas porque? Por que torcer faz parte da sociedade, enquanto ler, seja por interesse pessoal ou para estudo esta apenas ligado ao interesse profissional, com isso apenas aqueles que dejesam ter uma carreira bem sucedida que estão haptos a ler com mais frequência, enquanto outros procuram atividades mais simples e facéis, como por exemplo ouvir créu. =D

    • Fábio C. Martins says:

      Maykon, apesar de concordar contigo sobre o fato de que futebol é algo que domina boa parte do povo brasileiro, assim como “funk” entre outros. Fica difícil comparar o futebol ou músicas com a leitura, pois pertencem a dois campos totalmente diferentes, seria o mesmo que comparar filmes e livros; um é voltado a dois sentidos, basicamente, visão e audição, já a leitura está relacionando somente à capacidade de imaginação, o que, para alguns, é praticamente impossível. No entanto, entendo o teu ponto de vista. A mídia, que poderia, de certa forma, induzir o cidadão à leitura, não o faz. Prefere manter-se na mesmice do que arriscar algo novo, talvez pelo fato de querer manter a boa e velha ideia do “pão e circo”, alienando ainda mais o povo brasileiro, tão carente de personalidade. Sim, existe muitos projetos, até induzidos pela própria mídia televisiva, mas somente quando há eventos grandiosos, como é o caso da Bienal do Livro, porém, são casos isolados.

      Acredito, ainda, que a melhor forma para ampliar essa estatística seja dentro das escolas, como projetos sociais, educacionais e governamentais. O conjunto desses três pontos, seria fundamental. Por exemplo, o governo facilitando, ainda mais, a aquisição de livros; professores mais dinâmicos, que busquem o leitor em seu mundo literário, não com obras maçantes e de pouco interesse; e, uma maior rede de bibliotecas, talvez até com acervo online, já que estamos na era da informática.

      Maykon, obrigado pelo comentário!
      Forte abraço e, por favor, não seja só mais um, faça a diferença (não ouça créu e veja menos futebol… ehehehe)

  13. faça um filme sobre a história do livro, vai ter uma coisa que o livro não proporciona, imersão.. uma imagem vale mais que mil palavras, se tiver de lê-las então vale muito mais…

    vc com certeza tá certo… fato… mas livro pra mim é tipo o mangá… qual a graça de se ler um mangá a não ser para saber a história? o anime da imersão ao mangá, tem trilha sonora, tudo…

    • Fábio C. Martins says:

      Leo, isso é muito pessoal. Eu, quando leio um livro, consigo imaginar as cenas, criar o ambiente, ouvir os barulhos que estão apenas escritos, chego a sentir o cheiro dos lugares. Não acredito que filme algum poderá te dar essa percepção, a de colocá-lo como um personagem do livro, como parte do elenco, querendo descobrir as mesmas coisas que o personagem, acompanhando linha a linha o pensamento do autor.
      Filmes são bons, porém, sempre falta alguma coisa, um detalhe, uma fala, uma passagem que não foi colocada. Talvez não faça falta, mas quando você lê o livro antes de ver o filme, pode ter certeza que, pra você, aquela passagem fez falta. Lembro de um caso específico. Quando li O Senhor dos Anéis, lembro muito bem da aventura que os pequenos Hobbits tiveram na floresta, logo que saíram do condado, era de uma tensão impressionante: medo, receio, pavor era o que eu sentia, e essa sensação durou todos os minutos gastos na leitura. Porém, no filme essa passagem não existiu.

      Apesar dos pesares, sou fã de filmes e livros, mas prefiro os filmes que não são baseados em livros. No entanto, prefiro os filmes de HQ aos HQs… :)
      Abraços e obrigado!

  14. Andressa says:

    Eu adoro ler contos, mas confesso que o tempo nunca está ao meu favor. Bom, pelo menos reservo uns 10 minutos para aqueles que falam sobre meus hobbys.
    Ah, só fiquei indignada uma vez com um professor de português quando me disse que livro de auto-ajuda era coisa de gente burra, até porque eu acho que coisa de gente burra é incentivar a ler coisa alguma!

    • Fábio C. Martins says:

      Andressa, o objetivo da pesquisa foi determinar quantos LIVROS o brasileiro lê, logo, seja ele biografia, romance ou autoajuda, são livros, portanto, são SIM considerados livros!
      Esse teu professor é intolerante e completamente estúpido. Provavelmente, ele deve achar que todos deveriam ler livros de filosofia ou sociologia.
      Leia, minha querida, leia o que tiver vontade, mas leia, seja bula de remédio, revistas, livros, apostilas, jornais, panfletos… qualquer coisa; só não deixe de ler, por favor.

      Beijão e obrigado pelo comentário!

  15. Lucas Lago says:

    Parabéns pelo texto!Sou universitário e fiz um trabalho de pesquisa sobre a prática da leitura, e as informações contidas ajudaram muito no desenvolvimento do relatório final! MUITO OBRIGADO! Continue a fazer excelentes trabalhos como este!

    • Fábio C. Martins says:

      Boa noite, Lucas.
      Fico muito feliz que as informações tenham ajudado o seu trabalho, e mais feliz fico por saber que o tema tenha sido abordado em uma pesquisa. Aliás, se não for pedir demais, assim que o trabalho estiver completo – se possível, claro -, gostaria de lê-lo.

      Abraços e boa sorte com as futuras pesquisas e sucesso na tua vida acadêmica e profissional!

      • Priscila Martins says:

        Adorei seu texto, como o Lucas, estou realizando um trabalho sobre o índice de leitura no Brasil… e tenho certesa que seu texto irá me ajudar para realizar um trabalho com uma maior dominação sobre o assunto. Abraço

  16. Priscila Martins says:

    E antes que me esqueça, confesso que estou um pouco perdida nesse assunto… peço a tua ajuda para me dizer algumas causas a mais e como modificar esse quadro que a sociedade esta vivenciando, serei muito grata se poder ajudar. Obrigada

    • Olá, Priscila.
      Assim como disse ao Lucas, fico feliz em saber que este tema é bem quisto, principalmente em um país onde a leitura atinge níveis tão baixo.

      Infelizmente, a única pesquisa que fiz foi para esse post. Mas, durante os comentários, houve uma boa discussão sobre o tema que trouxeram outros pontos de vista. Acho que seria uma boa você dar uma olhada, talvez possa te ajudar.
      Agora, se tiver uma dúvida ou quiser debater sobre o assunto, fico a sua disposição, seja por e-mail ou chat.
      Qualquer coisa, avise-me.

      Beijos e obrigado pelo interesse.

  17. Priscila Martins says:

    Obrigada Fábio, ontem depois que mandei a mensagem, eu li os comentários e realmente me deu uma maior base sobre esse assunto.
    Mas queria sua opnião sobre meu trabalho… já que voce colocou a disposição… é possivel?

    • Ficarei muito feliz em te ajudar, seja dando a minha opinião em seu trabalho, seja ajudando você na pesquisa. :D

      Priscila, para evitar essa demora na resposta dos comentários, entro em contato contigo pelo e-mail que você utilizou. Acredito que será mais fácil!
      Beijos e pode contar comigo nessa tua empreitada.

  18. Sensacional o texto! Parabéns!

  19. Vanessa vilane says:

    Saudações Fábio!
    Amei esse espaço, todos os comentários e principalmente o cuidado e carinho de suas respostas. Parabéns. Descobrir seu cantinho fazendo uma pesquisa sobre o nível de leitura dos brasileiros; e assim como esse espaço já servio de ajuda a outras pessoas, a mim não foi diferente. Obrigado. Sou amante dos livros, e embora tenha preferencia pelos livros espiritas e psicologicos, leio “tudo” que me cai nas mãos. até bula de rémedio! Um forte abraço.

    • Olá, Vanessa.
      Desculpa a demora na resposta (e que demora), mas estive reformulando o Folhetim e acabei “esquecendo” dos comentários pendentes.
      Infelizmente, pequei nesse aspecto e, novamente, peço desculpas. Eu tento fazer o máximo para estar próximo aos leitores, mas a correria do dia a dia acaba atrapalhando um pouco.

      Enfim, espero que esse deslize não seja motivo suficiente para você deixar de acompanhar o Folhetim Online. :)
      Como eu disse em um outro post: Não importa o segmento literário, o que importa é a vontade e curiosidade na leitura.
      Beijos e obrigado por estar conosco.

  20. Rodolfo Rodrigues says:

    Ola,gostei muito do texto,mas,não concordo com a parte que fala que o brasileiro talvez nao leia livros por se tratar de uma questão economica.Tenho 13 anos de idade,entre novenbro(2011) e fevereiro(2012)eu li 7 livros.todos de Shakespeare e um de Rostand e nao paguei nem R$:00,01 centavo neles,moro em uma cidade do interior de minas menos de 40 mil habitantes,não tenho salario nem mesada,adoro a leitura,simplesmente me sinto bem lendo uma obra de teatro,aprecio muito mais que um filme,e nao gasto nada com isso.

    • Olá, Rodolfo.
      Os livros que você leu nesse período foram retirados de onde? Biblioteca, internet ou amigos?
      A questão de ser econômica não se trata somente de dinheiro para compra, mas, também, de questões sociais. a falta de verbas para as outras necessidades implica em uma pressão psicológica e social, causando um baixo interesse pela leitura.

      Obrigado pela visita e, principalmente, pela opinião.
      Abraços

  21. Uma boa dica de leitura é ambientar sua casa ou apartamento para tanto, ou seja, adequar os ambientes para receberem materiais de leitura, bem como, acomodações adequadas. Abraço a todos.

    • Fábio C. Martins says:

      David, o ambiente favorece muito a leitura, principalmente se forem calmos e aconchegantes. Porém, sem muito aconchego, senão o sono virá com maior rapidez. :)

  22. O brasileiro lê pouco, porque são influenciados pelo exemplo dos pais e professores. Na pesquisa do Pró-livro a mãe é mais importante da família para formar filhos leitores. E na escola é a professora. O trabalho de reeducação deve partir destes dois pontos.

    • Fábio C. Martins says:

      Sem dúvidas, Raymundo. Porém, se elas não tiverem algum conhecimento sobre como facilitar essa leitura, seja por bibliotecas ou clube de leituras, a questão financeira ainda pesará na decisão.

    • Fábio C. Martins says:

      Sem dúvidas, Raymundo. Porém, se elas não tiverem algum conhecimento sobre como facilitar essa leitura, seja por bibliotecas ou clube de leituras, a questão financeira ainda pesará na decisão.

  23. jose carlos silva says:

    Olá a todos…, ao meu ver, todos os posts que aqui foram expostos, falam das mesmas posturas óbvias.
    “Brasileiro lê pouco,,, etc…, esse é um tema que me interessou muito nos últimos anos e eu pessoalmente concluí que o fator que leva o Brasileiro a ler pouco, é pura e simplesmente porque; NÃO SABE LER.
    nÓs, fomos ensinados a ler: Letra a letra, silaba a silaba, palavra a palavra, sempre da esquerda para a direita da página, vocalizando cada etapa da leitura, cansando as nossas mentes e desistindo sempre.
    Crescemos com esse hábito horrível de leitura e o máximo que atingimos foi uma leitura de mais ou menos 200 palavras por minuto quando muito. Dai o fato de que a grande maioria se desinteressa pela leitura. Essa forma empírica de ler é cansativa e sempre, sempre causa desmotivação.
    O que falta, é o ensino de como ler dinâmicamente.
    Eu sou um espelho desse emperramento de leitura. – Somente agora, depois de tantos anos é que me dei conta disso.
    E, estou corrigindo esses maus hábitos através de ensinamentos de leitura dinâmica.

    • Olá, José.

      Concordo em partes contigo. Depois desse post e de todos os comentários, podemos ver que o baixo índice de leitura entre o brasileiros é uma somatória de fatores: o preço, a falta de incentivo dos pais, da escola e até dos livros. Questões que sozinhas já dariam muita discussão, como deram.
      Ler rápido ou devagar não é um fator determinante, mas ajudaria, e é por isso que não concordo totalmente contigo.

      Já fiz curso de leitura dinâmica e posso dizer que é um exercício difícil, exigindo muita disciplina do aluno, principalmente quando se trata do quanto a pessoa conseguirá absorver do conteúdo. Sei que há exercícios para ajudar nessa compreensão, porém, como disse, exige-se muito da pessoa. Ademais, vejo a leitura dinâmica como uma prática para pessoas que estejam na fase dos 25 a 35 anos, não para crianças, adolescentes ou jovens que estão concluindo seus estudos, pois tal prática poderia afetar na absorção de informações importantes como o aprendizado da língua portuguesa.

      Hoje, eu não utilizo as técnicas de leitura dinâmica em livros ou textos importantes, dos quais preciso absorver o máximo de informação, ou daqueles que me fazem viajar durante as páginas. Como gosto de fazer anotações, marcar passagens e refletir sobre o que estou lendo, deixo a leitura fluir normalmente, sem forçar. Porém, quando se trata de textos mais básicos e imediatos, como notícias diárias, utilizo as técnicas para facilitar o dia a dia.

      Enfim, a leitura dinâmica é uma excelente ferramenta, no entanto, ela deve ser utilizada com conhecimento de causa.

      Obrigado pelo comentário, José.
      Se possível, envie algum site ou material para que possamos divulgar a notícia para aqueles que gostariam de conhecer mais sobre o tema.
      Forte Abraço

  24. hj eu fiz uma redação sobre este tema.
    PORQUE OS BRASILEIROS LÊ POUCO.

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  1. [...] ler.Agradeço a compreensão.Beijos e abraçosPS: Caso não tenha participado da pesquisa: “Quantos livros você leu no último ano?“ Participe! //LinkWithinCodeStart var linkwithin_site_id = 516783; var [...]

  2. [...] um país, onde a leitura atinge índices tão baixos, conforme apresentado no texto Por que o Brasileiro lê pouco, vê-se o descaso perante o ensino da língua portuguesa pelo Ministério da Educação (MEC), com [...]

  3. [...] já dito em outro post, sobre o porquê do brasileiro ler pouco, um dos grandes problemas que envolvem os baixos índices da leitura é, ainda que haja [...]

  4. [...] diminuindo a cada ano, para a nossa total insatisfação.Há um anos, escrevi o post tratando sobre o porquê do Brasileiro ler pouco. Assim, tomando como base os dados apresentados na pesquisa produzida em 2007, concluí que o baixo [...]

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