[Minissérie] Uma semana – bastidores

Depois que terminei de escrever a minissérie, tive uma vontade absurda de contar pra vocês como foi escrevê-la: qual a ideia inicial, quantos personagens teria, quais ideias foram descartadas, minhas impressões e, principalmente, se foi baseada em uma história real. Portanto, como estou num momento de “descanso”, farei esse post exclusivamente para contar sobre os bastidores da minissérie. Aceite-o como um extra de um DVD: um bónus. Tendo dito, vamos ver como tudo isso aconteceu.

Mas antes, gostaria de expressar minha gratidão.

“Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais.”

José Saramago

Sou um fã compulsivo de Saramago, compro seus livros, leio, empresto, divulgo. Enfim, fã. E tenho certeza que tal afirmação, para certos amigos, possa parecer óbvio, já para outros, uma mera constatação, porém, para Saramago, ter sido seu leitor, foi algo maravilhoso, acredito. Pois, como escritor, por mais que se queira uma forma de extravasar seus pensamentos, mesmo que somente no papel, ter um leitor é algo gratificaste; sabe-se que alguém, mesmo que por alguns minutos, pare o que esteja fazendo para ler seus textos, tecendo críticas, elogios, ou até mesmo, demonstrando seu descaso, não tem preço; é algo que incentiva o escritor a ir mais longe, conhecer outros caminhos, pesquisar, tentar apresentar sempre algo melhor [é o que acredito].

No entanto, longe de mim, claro, ser comparado a grandes mestres da literatura como Saramago. Ainda tenho muito que percorrer para, quem sabe um dia, possa me considerar um verdadeiro escritor. Porém, coloco-me no lugar daquele que foi lido, criticado, elogiado ou desconsiderado, por vocês.

Portanto, venho aqui agradecer a vocês, que leram, criticaram, elogiara e desconsideraram a minissérie: Uma Semana, pois, sem vocês, talvez faltasse o devido ânimo para continuá-la da forma que fiz. Assim, gostaria de agradecer pessoalmente, não como Fábio, mas como o escritor da minissérie, os leitores:

A vocês, meu muito obrigado!

Bastidores da minissérie

A minissérie: Uma semana, teve como pano de fundo, minhas viagens à praia, pois sempre imaginei que é uma forma de recarregar as baterias para o novo ano, uma forma de desligamento do mundo corrido que temos na cidade grande: um renascimento. E foi com base nessa minha experiência, que resolvi inicialmente, escrever um conto, mas como a ideia era contar Uma semana da vida dos personagens, resolvi transformar o conto em minissérie com 7 capítulos. E, convenhamos, nada melhor do que um clima de praia para nos apaixonar-mos, não? Pois bem…

Alguns me perguntaram se havia um fundo de verdade na história, e posso dizer que houve, caso contrário não seria possível escrevê-lo. Deixe eu explicar melhor.

Eu acredito que é impossível demonstrar algum sentimento sem antes tê-lo vivido. Tente perguntar o gosto do chocolate para alguém que nunca o provou. Impossível, não? A pessoa poderia dizer que ele é doce ou amargo, que possui uma consistência firme e muitas vezes delicada, mas não saberá descrever a sensação de comê-lo sem o ter provado. Ou seja, tudo faz parte do sentir. Se você já amou, sabe muito bem do que estou falando; dos altos e baixos, das brigas, das paixões sem sentido, das noites em claro conversando com o ser amado. Portanto, se a minissérie foi baseada em fatos reais, sou obrigado a dizer que já senti o doce gosto da paixão; seja ela delicada ou cruel.

Alguns dados técnicos:

  • 20.324 palavras escritas
  • 19.307 palavras publicadas;
  • 34 linhas por página
  • 80 página;
  • Num total de 68 dias desde o início da ideia.

Portanto, se você leu a minissérie inteira, acredite, leu 80 páginas de um livro, praticamente. Somente depois que fiz as contas que acreditei em todos esses dados. Mas você deve estar se perguntando: E as outras 1017 palavras, o que são?

Essas 1017 palavras deixadas de lado, foram passagens desnecessárias e, principalmente, outras circunstâncias. Por exemplo:

  • A conversa no estacionamento: Ana, ao invés de recusar o convite de André, seguiria André até a casa dele, e não acharia que era muito cedo.
  • Ana era uma personagem muito mais ativa e determinada, mas depois de analisar a situação, achei que seria melhor alterar o rumo da história.

No começo, a história teria somente dois personagens: Ana e André, porém, fui obrigado a acrescentar o ex-namorado Alexandre, sua mãe e Dona Carmem, eis alguns dados sobre eles:

  • Alexandre, o ex-namorado de Ana, entrou para quebrar o clima de romance, causando um conflito que seria resolvido somente no final.
  • A mãe de André foi a única personagem que não quis dar um nome, pois acredito que mãe é mãe, e normalmente elas são sempre iguais e nunca são chamadas pelo nome, mas como “mãe”.
  • Dona Carmem também não era para ter aparecido. Somente soube dela no dia em que André decidiu encurtar suas férias.

A historia original era para ser um romance, como foi, mas confesso que fiquei tentado em matar André e deixar Ana sozinha, imaginando como seria a vida sem seu amor de verão, mas achei que perderia o foco principal, talvez tendo que alongá-lo por mais que uma semana.

Ah, e antes que alguém me pergunte, já deixo bem claro. A história não estava escrita, ela foi produzida ao longo da semana de carnaval, tendo início no dia 04 de março, com fim no dia 14. Fazendo as contas, realmente não são 7 dias, mas devido aos grandes textos, foi necessário dividir alguns dias para que não ficassem tão grandes.

Basicamente, foi isso. Se alguém tiver alguma dúvida sobre alguma parte, curiosidade e outras questões, estarei aberto a perguntas. Basta deixar um comentário que responderei assim que possível.

Ah, se querem saber um dos possíveis finais para essa história, sugiro o conto: O Cotidiano. Acredito que irão gostar.

Beijos e abraços deste humilde escritor.


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