Bloqueio Mental

Escrever: palavra derivada do latim scribere:  “representar por sinais gráficos (pensamento, ideia etc);  riscar sobre uma superfície; inscrever, gravar; criar, compor, redigir”. Tendo como efeito a escrita, que não passa do “ato de escrever ou o seu efeito”. Assim, temos que o ato de colocar uma letra após a outra, de forma lógica, concisa e coerente, o ato de escrever, ou seja, a capacidade que o indivíduo possui de riscar uma superfície e conseguir transmitir uma ideia, um pensamento.

A ideia, muitas vezes, surge através da imaginação, sem a necessidade de leituras aprofundadas, ou estudos sobre o tema. Muitos aqui, acredito, possuem uma facilidade em escrever histórias, sem nem mesmo terem tido um contato com qualquer tipo de informação, criando um ambiente, uma situação hipotética, que poderá se desenvolver em contos, livros, poemas, ou qualquer outra forma de contribuição à literatura nacional, independente da relevância de seu conteúdo. E temos aqueles que pegam uma história praticamente pronta, juntando histórias alheias ou situações pessoas e tranformando em uma nova história, o qual poderíamos chamar de contador de história.

Aliás, a figura do contador de história é tão antiga, que remonta a fases pré-históricas, nas quais um indivíduos representavam seus dias através de pinturas, mais conhecidas como pinturas rupestres, cuja finalidade era a narrativa de certos acontecimentos, com o intuito de registrar aquele acontecimento.

Assim, podemos verificar que a necessidade de uma vivência, de uma experimentação, a qual gerará uma ideia, um pensamento, que por muitas vezes, cria a necessidade de externá-los, através da escrita. No entanto, e se esse pensamento não aparece? E se a ideia não surge? Como ficamos, ou como ficaríamos?

Pois é, caros leitores, teremos, então, o que muitos chamam de bloqueio mental. Ou seja, aquela fase em que o branco do papel nada mais é do que um espelho dos pensamentos do Escritor. Aquele momento de angústia e decepção pessoal, onde nada acaba dando certo, criando a  impressão que as palavras não casam uma com as outras.

Não sei de vocês, mas isso acontece comigo constantemente! Às vezes, algumas ideias parecem brilhantes, com cenários exóticos e cenas detalhadas, mas na hora de passar isso pro papel… Puff… foi-se; perdeu-se no intervalo entre o cérebro e os dedos, que aliás, fisicamente falando, não é muito longo, mas psicologicamente, dão a impressão de que a cada centímetro percorrido, cresce 1 metro a mais. E com isso, a decepção cresce, a insatisfação aumenta e a sensação de impotência é ainda maior.

E é com essa sensação que deixo duas perguntas, tentando ver se não estou sozinho nessa caminhada:

Você, já teve um bloqueio mental?

Como resolveu esse problema?


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