Conto Inacabado II

Está é a continuação do “Conto Inacabado”, escrito pela Balinha, do blog Bala Salgada.

Sem mais delongas…

(…)

“Ele gostaria que o cigarro não acabasse mais.

Existem momentos na vida em que é preciso simplesmente fazer o que se faz necessário, e não o que ser quer. E ele o fez.

“O segredo que sua mãe guardou dele todo esse tempo.” – Isso não lhe saía da mente. Como pudera jamais perceber?

Ele jamais seria o mesmo homem novamente.

Sua jornada já havia começado, então saiu daquele lugar apertado e seguiu andando até o porto. Chegando lá, partiria em menos de 2 horas para a terra onde tudo começou: o local de nascimento de sua mãe, a Espanha.

Sentou-se e fumou um cigarro, este, ele não desejou que não se acabasse.

Agora teria tempo para gastar indefinidamente. Sua vida teria até mais tempo do que ele mesmo desejava ter.

Enqüanto a fumaça subia em frente aos seus olhos, ele mergulhou novamente no passado; coisa que tem feito à 6 meses desde que descobriu o grande segredo de sua mãe. Tentava lembrar, usando seus pensamentos como peças de um quebra-cabeça, de algum fato até hoje esquecido que pudesse explicar-lhe tudo.

Algumas coisa ele já havia descoberto…Aos quatro anos de idade, havia um homem que vinha vê-lo, que ele gostava muito mais que seu próprio pai e depois dessa idade, tal homem jamais apareceu. Então ele lembrou que se mudaram de casa.

Ele se dividia entre a vontade de estar perto daquele homem, e da expressão desgostosa de sua mãe quando ele aparecia, sempre sem avisar.

Também se lembrava que seu pai era muito ausente, e quando ele fez mais ou menos sete anos de idade, passou à estar todos os dias em sua casa.

E então, com dezessete anos, sua mãe lhe conta. O mundo pareceu despencar. Tudo o que ele acreditava ser real não era, sua vida fora uma farsa. Infelizmente sua mãe era a única pessoa em que confiara desde sempre, pois era muito reservado. E ela o traíra.

Aquele homem que vinha visitá-lo, era seu verdadeiro pai. Quem ele achava que era seu pai, foi uma pessoa que a chantageou e conseguiu assim casar-se com ela.

E depois de contar-lhe isso por telefone, sua mãe falece inesperadamente…Tão jovem ainda. Na Espanha. E é para lá que segue.”

(…)

Sou obrigado a comentar essa continuação…

Primeiramente, fiquei muito satisfeito por terem aceitado a proposta, principalmente, por ter seguido a idéia original.

Quando comecei a escrever o início do conto, na história original, havia decidido que o personagem teria como pano de fundo um passado e neste passado sua mãe teria um papel importante pros acontecimentos seguintes. Porém, decidi ocultar essa história   para que o conto fosse uma visão do cotidiano de qualquer pessoa, não precisamente um rapaz com problemas familiares.

Enfim, o que ocorre é que a Balinha conseguiu associar a idéia de um rapaz confuso e sua mãe, justamente o que eu havia desejado desde o começo. O certo é que não conheço a Balinha, nunca havíamos conversado à respeito do texto, o que, havemos de convir, tornou a descoberta ainda mais saborosa.

Balinha, obrigado pela ótima continuação!

Estou feliz por ter gostado da proposta e, o que é melhor, ter escrito sua continuação.

E deixo a proposta solta novamente…

Tens vontade de escrever uma continuação da história? Pode ser tanto desta como da principal. Não importa, pois a idéia é escrever, é deixar a sua imaginação seguir seu coração e sentimentos até levar-te a um lugar totalmente novo e curiosamente intrigante.

Descubra-se!


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